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Empreendedorismo é o maior desafio para a TI brasileira
 

Com o mundo caminhando para a crescente adoção de soluções de Tecnologia da Informação, o Brasil, que há 12 anos, não era cotado para atuar nesta área, hoje ocupa o posto de 8° maior mercado de TI, está apto para exercer a função de exportador de software e serviço e fornecedor de mão de obra especializada, afirmou Cassio Dreyfuss, vice-presidente e pesquisador do Gartner na Conferencia Outsourcing América Latina 2010, realizada hoje em São Paulo.

Para o analista, esta é a hora de apostar neste cenário animador e aproveitar que os CEOs brasileiros não têm medo de arriscar. “O Brasil está entre as 10 maiores economias do mundo, se recuperou rapidamente da crise mundial e vem registrando altas de crescimento e desenvolvimento. Estamos na ponta do trampolim para nos lançarmos de vez no mercado”, afirma Dreyfuss.

Antonio Carlos Gil, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), enfatiza que o mercado brasileiro já é muito competitivo. A entidade acredita que os países emergentes terão oportunidade de exportar US$ 100 bilhões dos US$ 1,3 trilhão do mercado mundial de software e serviços de TI. Deste montante, a Índia lidera com US$ 60 bilhões por ano e o Brasil está no segundo pelotão com US$ 3,5 bilhões previstos para 2010 com a meta de US$ 5 bilhões para 2011.

Mesmo com esses números, o executivo afirma que o país precisa se destacar mais internacionalmente. "O que realmente falta para o Brasil é empreendedorismo. O país se acomoda com o expressivo crescimento de 12% ao ano, mas é preciso ‘ralar’ mais para aumentar a competitividade. Temos capacidade para conquistar esses objetivos porque somos bem servidos em mão de obra especializada, nós formamos 100 mil profissionais por ano".

O presidente da Brasscom indicou que seria interessante uma melhor distribuição no território nacional, para que esses profissionais não fiquem concentrados apenas no eixo São Paulo e Rio de Janeiro. "Além disso, o domínio do idioma inglês ainda é um problema nas TIs. Não há como atender às demandas internacionais se não se tem fluência na língua".

Linda Cohen, vice-presidente e chefe de pesquisa do Gartner, destacou que as empresas têm uma alternativa para evoluírem em serviços e ganhar competitividade. "É preciso apertar o botão do eu aceito, pois quem não se decidir vai ficar no passado. Precisamos de uma nova abordagem e pensar em negócios mais lucrativos"

Dentro desse raciocínio, Linda ressaltou que a tendência é apostar em contratos mais curtos e objetivos, na modalidade de serviços plug and pay, onde se paga por usuários ou por mês. "Esse é um tipo de outsourcing diferente que acabou de sair do forno, está pronto para ser usado no mercado”, afirmou.

Esforço colaborativo e cooperativo

Para que o crescimento previsto se torne realidade, os analistas destacaram ainda a importância da comunicação dentro dos processos de negócio e que para isso, é preciso utilizar a colaboração e cooperação na tomada de decisão e resolução de problemas.

“Como já dizia o ditado: um por todos e todos por um. Temos que identificar os benefícios mútuos e entender os objetivos de todos. Em uma operação com múltiplos parceiros, temos que criar uma cadeia coesa de colaboração e cooperação”, completou Dreyfuss.

Linda destacou ainda que as empresas precisam ter um compromisso pró-ativo, entender o mercado, as próprias necessidades e ter um novo nível/método de comunicação. “É preciso criar um canal entre os negócios e fornecedores de serviço para que todos concorram produtivamente o que gera confiança no processo. Os CEOs precisam ser informados, entender melhor a demanda, os riscos e suas necessidades para adotar a melhor medida. Só assim eles serão melhores guias e gestores para proporcionar o desenvolvimento almejado”.

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